A criadora de conteúdo canadense Rebecca Luna morreu no último sábado (25 de julho), aos 49 anos, depois de se submeter a um procedimento de morte assistida em seu país. Ela vivia em Victoria, na província de British Columbia, e havia recebido, meses antes, o diagnóstico de Alzheimer de início precoce uma forma da doença que atinge pessoas ainda jovens.
A notícia da morte foi divulgada por familiares através do próprio perfil da influenciadora nas redes sociais, que informaram que ela faleceu por volta de 13h15, na companhia de parentes próximos.
Antes de saber que tinha Alzheimer, Rebecca acreditava que suas falhas de memória estivessem ligadas ao TDAH, transtorno que também enfrentava. Foi só depois de investigar mais a fundo os sintomas que veio o diagnóstico correto. A partir daí, ela passou a documentar publicamente sua rotina com a doença, e um dos vídeos em que contava sua história viralizou no TikTok, ultrapassando 2 milhões de visualizações em 2025.
Ao longo dos meses seguintes, Rebecca usou seu espaço nas redes para explicar aos seguidores como funciona o MAID (Medical Aid in Dying), programa de assistência médica para o fim da vida previsto na legislação canadense para pacientes que se enquadram em critérios legais específicos.
O procedimento estava inicialmente agendado para o início de agosto, mas a piora acelerada dos sintomas da doença levou Rebecca a decidir antecipar a data. Em uma publicação feita em 22 de julho, ela mesma explicou aos seguidores que o avanço do quadro clínico motivou essa mudança.
É importante destacar que o MAID é legal no Canadá desde 2016, mas no Brasil tanto a eutanásia quanto a morte assistida permanecem proibidas por lei.
Entendendo o Alzheimer de início precoce
Especialistas ouvidos pela imprensa explicam que essa forma da doença traz desafios adicionais justamente por acometer pessoas ainda jovens, e que os sintomas nem sempre seguem o padrão mais conhecido. Enquanto no Alzheimer "clássico" a perda de memória costuma ser o primeiro sinal, nas formas de início precoce a doença pode se manifestar primeiro através de mudanças de linguagem, comportamento ou até da visão — já que outras áreas do cérebro podem ser afetadas antes da memória.
Segundo especialistas em demência, as alterações cerebrais que levam ao Alzheimer começam a se desenvolver muitos anos antes de os sintomas ficarem evidentes — às vezes cinco, seis, sete anos ou mais antes do diagnóstico. Por isso, familiares costumam ter um papel importante em notar as primeiras mudanças de comportamento, muitas vezes antes mesmo do paciente perceber.
A questão legal
É importante destacar que o MAID é legal no Canadá desde 2016, um programa que já foi utilizado em dezenas de milhares de casos no país. No Brasil, tanto a eutanásia quanto a morte assistida permanecem proibidas por lei, então a situação vivida por Rebecca não tem equivalente legal por aqui.
Fontes:
Tribuna do Norte https://tribunadonorte.com.br/internacional/influenciadora-opta-por-morte-assistida-aos-49-anos-apos-diagnostico-de-alzheimer-precoce/
Folha Vitória https://www.folhavitoria.com.br/saude/influenciadora-com-alzheimer-precoce-passa-por-morte-assistida-aos-49-anos-entenda-doenca/
Bem Paraná https://www.bemparana.com.br/bem-estar/saude-e-beleza/influenciadora-decide-passar-por-morte-assistida-apos-receber-diagnostico-de-alzheimer-precoce/